+++ GOD BLAME THE QUEEN +++
Não adiantou elevação nos índices de desemprego, problemas no sistema previdenciário, alta inflacionária e Guerra no Iraque: foi Blair de novo.
Só provando mais uma vez que a OMS tem que tomar uma atitude urgente contra a implacável epidemia de desmemória.
It's a world disease!
Mr Paranoid
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+++ MEESA LIKE IT! +++
Dia 20 de Maio de 2005 está chegando e repito: é dia de êxtase.
Starwars vai chegando ao seu terceiro e último capítulo, a ansiedade por um dos melhores episódios da saga (assim diz quem o viu) vai crescendo e lágrimas escorrendo pelo rosto é só o que se vê entre os fãs da mass-pop-culture-space-opera hexologia. Eu, como bom fã de ficção, vou sentir muita saudade de novidades, filmes e toques georgelucianos em Hollywood. Vai ficar aquele vácuo nerd no coração deste cinéfilo certamente.
Mas enquanto tudo é só alegria, dei $1 milhão de dólares para poder assistir ao STARWARS - CLONE WARS na íntegra. Claro que recebi troco, mas valeu cada centavo. x) CLONE WARS, para os mais desavisados, é a saga em 20 capítulos de 3 minutos cada que mostra tim-tim-por-tim-tim como foi a trágica Guerra dos Clones que dizimou a sociedade Jedi.
A saga, que se passa depois do EPISÓDIO II e logo antes do terceiro, é toda em cartoon pela mesma equipe premiadíssima de SAMURAI JACK, ou seja, produto de alta qualidade, sem dúvida. A saga é um barato. Apesar de nota 3 para o quesito história, a produção é recheada de ação e boas pontualidades sobre como e porquê os Jedis tomaram chá-de-sumiço. Mortos, acoitados, os guardiões do Universo simplesmente não deram conta do recado e o universo mostrou-se grande demais para o caminhãozinho deles.
O espetáculo vai mesmo para os traços maravilhosos do animado PLUS o capítulo final, no qual temos uma amostra de quão escroto e poderoso é o General Grievous, um dos principais vilões do EPISODIO III.
Vale muuuuito a assistida (ou a comprada).
May the force be with ya.
Mr Paranoid
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+++ EL LOS MATADORES +++
Com gostinho de british rock em anexo.
Pedir para tocar SOMEBODY TOLD ME é bobeira. Bom mesmo é JENNY WAS A FRIEND OF MINE e ANDY, YOU'RE A STAR.
Amo.
Mr Paranoid
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+++ MAY BLOODY MAY +++
Maio é oficialmente meu mês de auto-destruição, perdição e seqüelas mentais.
Já não bastasse meu próprio aniversário, depois que entrei numa bolha de amigos do signo de Touro (todos queridos, fique claro), não consegui mais fugir. Isto significa que só de presentes, a conta corrente vai virar conta barbante se nenhuma atitude drástica for tomada antes do final do mês. Não mencionarei nem as festas, os bares e restaurantes que sediarão os eventos e me engolirão boas boladas.
Não que eu culpe o zodíaco, jamais! Mas que é uma coincidência carniceira e impiedosa, isto é. Que custava distribuir melhor meus amigos em 365 dias, hein? Nestas horas seeeempre vem em mente o violino de Bernard Herrmann. Meu cartão entrando no caixa eletrônico para tirar o extrato no dia 31 sempre me parece um machado abrindo a caixa de Pandora.
Claro, dar presente é um prazer pessoal incomensurável e nada mais vale do que um sorriso verdadeiro no rosto dos seus amigos e parentes ganhando _aquele_ presente bem escolhido. Não estou reclamando. Mas aí entra o Dia das Mães e outra datas tão importantes quanto que, de repente, você percebe que seu extrato tornou-se definitivamente um banquente para o Drácula.
Se o capitalismo fosse um alemão de bigodinho, eu juraria que ele estaria esfregando as mãos e rindo maquiavelicamente...
Mr Paranoid
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+++ MOODY +++
- Paranoid, você me acha uma pessoa séria?
- Como "séria"?
- Séria! Não-brincalhona, lacônica e etc.
- Alguém te chamou de "séria"?
- Talvez.
- ...
- Sou, não sou?
- Soa mal se eu disser que sim?
[Ela fica MUITO séria]
Não entendi muito bem o porquê do "séria" se tornar assim tão ofensivo, mas que fique claro: apesar do diálogo, acho pessoas sérias friends-must-be.
Mr Paranoid
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+++ COLD, COLD NIGHT +++
Só há uma desvantagem nesta onda fria que assola o ar da cidade: gripe.
Dos 28°C aos 17°C em apenas algumas horas, não há quem aguente.
Mr Paranoid
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+++ WAKING LIFE +++
How come we only ask ourselves the really big questions when something bad happens?
Filme bacana. Uma espécie de David O. Russell tentando seguir a linha existencialista e bela de Paul Thomas Anderson (Hard Eight/Magnolia) e Wes Anderson (Rushmore/Tenembaums). Infelizmente, não chega muito bem aos pés. Mas o desenrolar do filme é interessante.
Temos a teoria dos DETETIVES EXISTENCIAIS (Lily Tomlin e Dustin Hoffman excepcionais) tentando salvar a vida semi-destruída do pobre Albert. Albert está mal. Depois de uma onda de infortúnios, não consegue achar razão na sua existência. Procura ajuda. Um pouquinho de mim aqui e ali.
O mal de Albert, em suma, é personificado na loja sell-it-all chamada HUCKABEES - uma megastore que personifica o mal e a futilidade através de seu mais novo empresário (Jude Law) e sua estúpida garota-propaganda (Naomi Watts).
O personagem de Jude Law, vale dizer, é interessantíssimo: sofre de estrelismo, conta só uma piada para os amigos do trabalho há mais de 5 anos e se gaba por conhecer pessoalmente a Shania Twain.
O filme alterna pedaços de comédia inteligente com moralismo confuso. O produto final são alguns bons questionamentos sobre a vida.
He... e não é mesmo disso que precisamos?
Mr Paranoid
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+++ E DE REPENTE... +++
E de repente seu dia não cabe em 24 horas...
E de repente você se pega sendo mais antisocial que o costume...
E de repente seu cérebro só capta porcarias...
E de repente aquela salada de ontem se tornou a pizza fria de hoje...
E de repente você descobre que não gosta de sentir tanta saudade...
Steer away from these rocks, we would be a walking disaster.
Mr Paranoid
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