+++ CUZ I THINK THAT I THINK. +++
Por mais absurdo que seja, alguns males ainda têm lá suas vantagens, certo?
Agora que a merda foi feita e estou sem carro por alguns dias, eis que hoje tive a oportunidade de ir e voltar a pé do meu trabalho - nada torturante; ele fica 15 minutos daqui de casa. Sol de meio-dia à parte, o mais engraçado é voltar a sentir aquela sensação gostosa de ter um tempo - mesmo que meia hora - para pensar na própria vida, organizar os pensamentos, enquanto faz o caminho todo em modo OFF de volta para casa. Na verdade não sei se isto é algo comum a todos, mas eu, quando andava de ônibus ou mesmo vivia vagabundeando à pé pelo Plano, pensava por demais nas coisas, nas burradas, acertos e escrotices da vida. Dirigindo não dá para fazer isso obviamente, principalmente em Brasília onde dirigir para os outros e prestar atenção em terceiros enquanto você está no volante é regra fundamental para chegar inteiro em casa. Isto acaba minando qualquer reflexão mais profunda do que o necessário para um mero controle de embreagem.
Agora, fazendo este percurso à pé do trabalho para casa, onde 80% do caminho é todo realizado na calmaria (até quando ninguém sabe), a história é outra: é uma satisfação só. Gosto demais de pensar e repensar no que anda acontecendo, no que aconteceu e no que pode vir a acontecer. Algo como ponderar tudo para um denominador comum e enfrentar tudo a frente com uma cabeça menos zoneada.
Depois do impagável final de semana e da repentina caca que virou meu fim de noite dessa terça-feira, várias questões foram abordadas nestes minutos de ida/volta no percurso trabalho/casa. Quase nenhuma com conclusões signitificativas - eu confesso, mas certamente um pouco mais ordenadas e descobertas do que estariam caso ainda estivesse mais interessado em desviar meu carro dos pedestres do eixão do que em olhar cigarras pelos troncos das árvores.
Para que terapeuta, não é mesmo? ;)
Mr Paranoid
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